O que foram as reformas bourbônicas?

Na segunda metade do século XVIII houve uma prosperidade geral na América Latina em virtude do crescimento populacional, o que inverteu o desastre demográfico anterior, e que impulsionou a expansão do comércio, da produção artesanal, das lavouras de subsistência e exportação, etc.

Acompanhando esse movimento, as coroas ibéricas implementaram reajustes funcionais em seus impérios: as ditas reformas pombalinas (em Portugal e seus domínios) e bourbônicas.

Os Bourbons foram incentivados pela idéia de reformar as estruturas ineficientes de seus domínios em função das crescentes ambições inglesas e neste sentido significaram uma segunda conquista da América. Embora, seus efeitos finais tenham sido muito mais no sentido de aprofundar as extorsões fiscais e os mecanismos de controle, terminaram na verdade por gerar uma oposição cada vez mais amarga e incontornável em relação às metropoles.

Ao assumir encargos de defesa, da adminstração e na economia, as sociedades americanas retinham parcelas cada vez mais importantes da riqueza gerada nas colônias: se a soberania era imperial, os interesses imediatos eram os dos colonos.

Forma então implementadas medidas como:

  • o fim do regime de “Porto Único” e que ampliou o comércio entre as colônias e a metrópole;
  • reformas administrativas como a redução dos poderes dos cabildos (câmaras) e dos governadores pelos Intendentes que possuíam poderes governativos, fiscais, militares e judiciais;
  • aumentos de tributos;
  • expulsão dos jesuítas (1767) e a apropriação dos seus bens pela Coroa;
  • reforço da autoridade dos “peninsulares” em detrimento dos criollos com o aumento de forças militares regulares e secundadas pelas milícias coloniais, inclusive com foro próprio (tribunais específicos para questões militares) e privilégios;
  • proibição de atividades concorrencias com a metrópole;
  • reafirmação do Pacto Colonial mas com estímulos ao comércio intercolonial.

Em última instância, os objetivos eram ampliar os ganhos metropolitanos pela redução das liberdades e autonomia dos colonos, restrições dos seus espaços de interferência na administração e o estrangulamento ao contrabando e os tráficos comerciais entre colônias e até com outras metrópoles.

Publicado em: às janeiro 27, 2012 em 10:51 am  Deixe um comentário  
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Por que os EUA ameaçam o Irã?

 

Primeiro deve-se considerar que eles não o fazem de forma solitária. Na realidade o governo de Washington tem tido o respaldo da ONU por intermédio do Conselho de segurança que autorizou sucessivas resoluções impondo sanções a Teerã. em virtude da falta de cooperaçao dos iranianos acerca de seu programa nuclear.
Segundo as autoridades iraniana seu programa visa desenvolver o uso pacífico da energia atômica – pelo que, só haveria o enriquêcimento de urânio em níveis não militares como para uma bomba. Mas a falta de transparência e as posições desafiadoras do governo Ahmadinejad levaram nos últimos anos a uma escalada da retórica de guerra.
Para o Irã é uma forma de forçar a unidade interna contra os estrangeiros – desviando a atenção e reforçando o governo – que teve sua legitimidade bastante questionada na última eleição.
Para os Estados Unidos é uma forma de posicionar-se abertamente ao lado de Israel e até certo ponto evitar que Tel Aviv aja unilateralmente contra os iranianos. Embora os israelenses, portando um arsenal nuclear de cerca de 200 bombas, insistam que a ameaça é o Irã – que não tem nenhuma.
Para o governo Obama, os líderes iranianos fazem um jogo de ganhar tempo e impor uma situação de chantagem equivalente a que existe hoje em relação a Coreia do Norte. E em não sendo transparente, o governo de Teerã se torna um fator de instabilidade regional e até mundial; mas apesar da retórica, parece pouco provável que se vá a guerra numa região tão nevrálgica para a circulação da principal fonte de energia planetária.
Um conflito que levasse ao aumento descontrolado da cotação do petróleo, atingiria em cheio uma cambaleante economia europeia e uma recuperação da economia norte-americana recém iniciada. E está interrupção decorreria, por exemplo:
- da ameça de guerra no Golfo Pérsico;
- de uma guerra de fato que ameaçasse a circulação dos petroleiros ou a integridade de plataformas e terminais de embarque;
- uma guerra que iniciada em termos convencionais sofresse uma escalada nuclear com a possibilidade de contaminação radiativa até das reservas de petróleo da região.
Se por um lado EUA/União Europeia/Israel fazem causa comum contra o Irã, este, por sua vez, não está solitário.
A Rússia já advertiu que não apoiará novas sanções e a China, ao longo de 2011 assinou grandes contratos com aquele país: exploração de gás, construção de várias refinarias, ampliação de outras e um oleoduto de 1600 Km.

Publicado em: às janeiro 18, 2012 em 5:44 pm  Deixe um comentário  
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A Guerra Fria terminou?

Depende….existem hj interpretações que entendem que após a “guerra” entre os EUA e a URSS, ela terminou com a vitória do primeiro. Já para outros, desenha-se atualmente uma OUTRA Guerra Fria opondo os EUA e a China.
Mas o tema ainda é novo e vc pode analisar uma intrepretação em  http://claudiouff.blogspot.com/2011/12/guerra-fria-nao-morretroca-de-alvos.html.

Publicado em: às janeiro 18, 2012 em 12:19 am  Deixe um comentário  
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Porque boa parte do ouro retirado do Brasil ficou em mãos inglesas?

Porque em função do Tratado de Methuen, de 1703, as relações comerciais anglo-portuguesas eram favoráveis aos primeiros.
Como eles vendiam mais produtos e de maior valor em Portugal do que estes vendiam para os ingleses, a diferença (déficit) era saldada com o ouro remetido pelo Brasil – então colônia portuguesa.
Mas durante 10 anos, no fim do século, a balança se inverteu e foram os ingleses que remeteram ouro em moedas para Lisboa.
Os ingleses foram os principais beneficiados com o acordo, mas também foram prejudicados por ele, ainda que temporariamente.

Publicado em: às janeiro 17, 2012 em 11:57 am  Deixe um comentário  
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”Terceira Revolução Industrial”?

Convecionou-se definir como 3 as revoluções industriais em função do cada uma delas agregou, em termos de mudanças relevantes, em relação ao que existia antes de cada uma delas.
Assim, a 1ª foi marcada pela generalização de máquinas à vapor, o uso do carvão e o ferro, etc, no século XVIII (+ou- em 1760).
A 2ª introduziu o aço, a energia elétrica, o gás, o petróleo, os grandes conglomerados econômicos-produtivos como os Trustes e cartéis, etc.
E após a 2ª Grande Guerra (1939-45) com os avanços da química, da microeletrônica, das tecnologias de informação (TI), computação, a energia atômica, etc, ocorreu então a 3ª RI.
Mas isso são convenções e como tais, objeto de contestações.  Vários historiadores qualificam as inovações medievais com moinhos, uso de energia hidráulica ou eólica (ventos) também como uma RI.  Existem portanto controvérsias e não unanimidade sobre o tema.

Publicado em: às janeiro 17, 2012 em 11:48 am  Deixe um comentário  
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Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 8.400 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 3 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Publicado em: às janeiro 1, 2012 em 11:22 am  Deixe um comentário  

O que a democracia grega contribuiu no contexto histórico?

Ainda que se faça ressalva ao fato da democracia ateniense ser excludente, posto que os menores de 21, as mulheres, escravos e estrangeiros (estes dois últimos por razões óbvias) estavam excluídos, deve-se considerar que esta mesma democraca foi revolucionária em sua época.
Predominavam então sistemas políticos onde o poder ficava restrito diretamente ao governante (fosse ele rei, príncipe ou equivalente) como nas monarquias, ou então era monopolizado por uma restrita camada de grandes proprietários e/ou nobres – as aristocracias.
Assim sendo, a democracia com sua concepção de governo de muitos [ainda que estes muitos não fossem afinal todos - mas as modernas democracias também não o são] podemos observar que ela já representava um avanço. Outros avanços equivalentes foram a concepção da decisão compartilhada e não imposta; a existência da noção de que na Assembleia, ou Ágora, TODOS eram iguais, nem melhores nem piores que ninguém; contrapunha ao ideal do “bom guerreiro” o do “bom cidadão”; que cabia aos cidadãos a tarefa de participar da administração da cidade; desenvolveu a concepção da política como uma atividade onde era fundamental o domínio da retórica e da lógica – pois fazer política era CONVENCER e DIALOGAR, etc.
Acusar a democracia grega de elitista e machista é apelar para um anacronismo, posto que as críticas àquelas práticas só se tornaram reprováveis “recentemente”: até o início do século passado era inconcebível a participação feminina em eleições e cargos publicos e ainda hoje não existe democracia que aceite participação política de estrangeiros em eleições, sufrágios ou referendos

Publicado em: às dezembro 29, 2011 em 5:44 pm  Deixe um comentário  
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No que o Renascimento contribuiu para a filosofia iluminista?

Com o desenvolvimento da visão humanista, houve uma crescente valorização da razão e da crítica contra a Igreja e a autoridade dos príncipes. O desenvolvimento do racionalismo provocou o avanço das críticas contra aquilo que era visto como crendices, manifestações de um pensamento ultrapassado e regido por forças sobrenaturais e incontroláveis. Agora, reafirmava-se o predomínio do intelecto e das capacidades humanas, descobrindo um universo que podia ser desvendado pela matemática, pela química, pela física, pela história, etc….

Publicado em: às dezembro 27, 2011 em 10:45 am  Deixe um comentário  
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Você acha que o acordo comercial entre Brasil e China é COLONIAL?

Isso é relativo, pois importamos também produtos mais sofisticados e exportamos também mercadorias na mesma categoria – como aviões.
De qualquer forma, isso só é “aparentemene” colonial pois estas relações envolvem dois países independentes e que possuem liberdade de acesso a outros mercados e cujas relações podem ser redefinidas a qualquer tempo por seus governos

Publicado em: às dezembro 27, 2011 em 10:41 am  Deixe um comentário  
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Qual a relação entre “queda” ou “fim” do império romano e as chamadas “invasões bárbaras” ?

Primeiramente é necessário destacar que estas invasões eram uma “migração” de populações germânicas e asiáticas para dentro das fronteiras do império. Como por exemplo quando os Godos foram empurrados para dentro das fronteiras romanas pela expansão dos Hunos.
A séculos que as fronteiras imperiais conviviam com populações bárbaras onde romanos e tais bárbaros (aqueles que não eram romanos) conviviam, comerciavam, estabeleciam famílias e se alistavam no exército romano, onde agregavam estilos de lutas e armas – como a cavalaria – aos meios da tradicional legião.
Simultaneamente a “barbarização” do exército romano, estes passaram, em muitas oportunidades, a comportar-se como os romanos: aprenderam o latim, passaram a exercer cargos na hierarquia romana, etc. Em 406 d.C por exemplo, Estilicão, que era um bárbaro romanizado, comandou a defesa do império contra a Grande Invasão,quando inúmeras tribos cruzaram o rio Reno.
Portanto, estas invasões a medida em que progrediam para cada vez mais longe dentro do império e a incapacidade material e humana dos romanos para deter tais ataques de forma completa, levaram ao estabelecimento destes povos no interior do império e sua descaracterização e fragmentação
Após Roma ter sido saqueada duas vezes, em 476 d.C o império ocidental finalmente se encerrou quando Odoacro tomou Ravena – então a capital do império do ocidente – e remeteu as insignias impériais para Bizâncio.
O Império Romano do Ocidente estava oficialmente morto. Em seu lugar, uma coletânea de reinos bárbaros ocupou o panorama do ocidente.

Publicado em: às dezembro 27, 2011 em 10:39 am  Deixe um comentário  
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